Em ação educativa, motoristas da empresa Borborema vivenciam desafios das pessoas com deficiência
Em alusão à Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla, que acontece de 21a 28 de agosto, o Governo do Estado, por meio do Consórcio de Transporte Metropolitano (CTM) realizou, na manhã desta terça-feira (26), a campanha “E se fosse você?” voltada para cerca de 20 motoristas da empresa permissionária Borborema. A iniciativa busca a conscientização sobre as normas e critérios relacionados a promoção da acessibilidade de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida no Sistema de Transporte Público de Passageiros da Região Metropolitana do Recife (STPP/RMR).
Além de receberem panfletos informativos, os motoristas participaram de uma experiência prática, sendo convidados a embarcar nos ônibus utilizando cadeira de rodas, óculos embaçados (para simular a visão de uma pessoa cega) e bengala. A ação estimula a empatia, proporcionando uma vivência, ainda que limitada, das dificuldades e barreiras enfrentadas diariamente por pessoas com deficiência visual, mobilidade reduzida ou cadeirantes.
No local, destacando as medidas que devem ser adotadas para garantir a acessibilidade nos ônibus, os gerentes Kathia Sena (Fiscalização) e Heron Farias (Terminais), em uma conversa dinâmica com os motoristas, abordaram temas como a utilização correta da Plataforma Elevatória Veicular (PEV), os assentos preferenciais, balaústres, cintos de segurança para cadeirantes, condições da lapela, guarda-corpo para cadeira de rodas, cigarra e a comunicação visual voltada à acessibilidade.
“A acessibilidade nos ônibus significa garantir que todos os passageiros, incluindo pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, tenham acesso seguro e confortável ao transporte público. Nosso compromisso é fiscalizar e cumprir as leis e normas de acessibilidade nos ônibus do STPP/RMR. Com isso, precisamos dialogar com os motoristas para reforçarmos a necessidade da empatia no transporte público, sobretudo no atendimento a pessoas com deficiência, mobilidade reduzida, gestantes e idosos. Queremos promover um ambiente mais humano e acolhedor, especialmente nos momentos de embarque e desembarque”, destacou Sena.
Para Márcia Cabral de Melo, de 50 anos e que há 12 anos trabalha como motorista, é importante ter empatia, se colocar no lugar dos passageiros, mas também é preciso que eles entendam a nossa responsabilidade. “Tem um casal de passageiros que eu sempre atendo, os dois são cegos. Já sei o ponto onde eles ficam, ali na Conde da Boa Vista. Sempre para o ônibus bem certinho, perto da calçada, para que eles tenham acesso com segurança. Eles já me conhecem e eu já conheço eles, a gente cria esse cuidado no dia a dia. E é isso que faz a diferença, sabe? Não é só dirigir, é cuidar das pessoas que estão com a gente”.

FOTO: PAULO MACIEL // CONSÓRCIO DE TRANSPORTE METROPOLITANO

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