Audiência Pública: Governo apresenta o modelo de gestão do sistema de transporte hidroviário
A operação será comandada pelo Grande Recife Consórcio de Transporte e estará integrada ao Sistema de Transporte Público Metropolitano (ônibus e metrô).
O modelo de gestão para a operação do novo sistema de transporte hidroviário da Região Metropolitana do Recife foi apresentado à população terça-feira (15), durante audiência pública realizada na sede da Secretaria Estadual das Cidades, na rua Gervásio Pires, 399, na Boa Vista. A apresentação foi feita pelo secretário das Cidades, Danilo Cabral e pelo presidente do Grande Recife Consórcio de Transporte (GRCT), Nelson Menezes.
A audiência é uma fase obrigatória para que o Consórcio Grande Recife possa iniciar o processo de licitação para a operação do Programa Rios da Gente, que vai, a partir de setembro do próximo ano estará em pleno funcionamento, contando com 13 embarcações fazendo o transporte público pelo Rio Capibaribe.
O secretário Danilo Cabral comemorou mais esse passo para consolidação do projeto tão sonhado pelos pernambucanos. “Com o corredor fluvial, estaremos contribuindo com a mobilidade da nossa Região Metropolitana e ofertando mais uma alternativa de transporte para a população”.
De acordo com o Programa, serão 13 barcos operando em duas rotas, sendo 11 na rota Oeste e 2 na Norte. A primeira vai contar com cinco estações de embarque e desembarque e apresenta demanda estimada de 10 mil passageiros. Seu início será às margens da BR 101, passando pelos bairros de Apipucos, Casa Forte, Torre e chegando até o centro do Recife, próximo à estação central do Metrô. A rota Norte, com uma demanda de 3 mil passageiros, terá duas estações, saindo do centro e seguindo até Olinda, próximo ao Shopping Tacaruna.
O tempo de viagem estimado para percorrer toda a rota Oeste é de 48 (número a ser estudado) minutos. A parada nas estações para embarque e desembarque é de cinco minutos. O intervalo entre um barco e outro será de 7,5 minutos em horário de pico. Nos demais horários, o intervalo vai variar entre 12,15 e 20 minutos. A operação será entre às 5h da manhã e às 23h. Já na rota Norte, o tempo de viagem está estimado em 15 minutos (número a ser estudado) e o intervalo entre os barcos será de 20 minutos. A operação começa a funcionar às 8h e vai até às 23h.
De acordo com o presidente do Consórcio Grande Recife de Transporte, Nelson Menezes, no modelo de gestão proposto pelo Estado, a empresa ou consórcio de empresas ganhador da licitação terá 20 anos de concessão do Sistema. “Caberá a ela a aquisição e manutenção das embarcações, assim como o cumprimento das metas a serem estabelecidas pelo Consórcio Grande Recife, no edital de licitação, e que vão influenciar diretamente na renovação da concessão e até mesmo da remuneração da operadora”, alertou.
Entre os indicadores que serão avaliados estão o cumprimento das viagens e dos intervalos em cada estação, o índice de quebra das embarcações e a segurança durante as viagens, além da satisfação dos usuários que também será aferida através de pesquisas realizadas semestralmente pelo GRCT. A licitação da operação hidroviária terá âmbito nacional e internacional, seguindo o mesmo exemplo do que aconteceu com a licitação das linhas de ônibus.
Requisitos para a licitação – Para participar do processo licitatório, as empresas interessadas devem apresentar, além da melhor fórmula econômica para execução do serviço de transporte fluvial, atestado de capacidade técnica-operacional nessa modalidade de transporte.
As embarcações – Os barcos serão climatizados, de primeiro uso, com 23,5 metros de comprimento e capacidade para 86 passageiros (+ 3 tripulantes). Navegarão a uma velocidade média de 10 nós (18km/h) e a uma máxima de 13 nós (24 km/h).
As estações – As sete estações fluviais serão climatizadas e seguem um mesmo padrão. Tem, em média, 295m², duas plataformas de embarque e desembarque, acessibilidade plena, área de circulação, lojas comerciais, área para circulação e espera, circuito fechado de TV, estacionamento e bicicletário e, segundo o secretário Danilo Cabral, estarão localizadas em locais estratégicos para que haja a integração com o Sistema de Transporte Terrestre (ônibus e metrô). “O sistema terá ligação com o metrô, com os principais corredores de ônibus e com os Terminais Integrados espalhados pela Região Metropolitana do Recife, podendo o passageiro, com uma única passagem, integrar com o transporte fluvial. Segundo o secretário, “a rota oeste, inclusive, será uma alternativa importante para a população dos bairros de Casa Forte, Torre, Parnamirim etc, que terão uma outra opção de transporte para o centro, desafogando vias como a Rosa e Silva e Rui Barbosa, hoje estranguladas pelo tráfego local”.
As estações serão construídas pelo Consórcio Brasília Guaíba/ETC que ganhou a licitação realizada pela secretaria das Cidades no valor de R$ 94,5 milhões. Todo o projeto, no entanto, está orçado em R$ 289 milhões (Recursos do PAC Mobilidade e Tesouro Estadual).
Estações da Rota Oeste:

