Delegados participam de palestra sobre acessibilidade e propõem melhorias na área

A sala 2 do Centro Convenções, que sediou o eixo Educação e Acessibilidade da 2ª Conferencia Metropolitana de Transporte, realizada no sábado (19), recebeu 46 delegados para discutir o tema. No encontro, as assistentes sociais e colaboradoras da Gerência de Relacionamento do Grande Recife, Márcia Lins e Aline Gomes ministraram palestra sobre a valorização do cidadão através dos projetos educativos realizados pelo Consórcio.

Os Programas Educa Transporte e Gentileza Faz a Diferença, colocados em prática nas escolas púbicas do Estado e dentro dos Terminais Integrados, respectivamente, têm como objetivo incentivar a boa convivência dos usuários com operadores do sistema, o respeito aos usuários com deficiência e idosos, além da preservação do patrimônio público.

Outro programa apresentado na ocasião foi o “E Se fosse você?”, que realiza uma série de ações que promove o despertar da consciência e do respeito à pessoa com mobilidade reduzida. Uma das atividades realizadas é colocar o usuário comum na situação de cadeirante, sensibilizando-o quanto a necessidade de um tempo maior para o embarque e desembarque nos coletivos.

A palestrante Marcia Lins lembrou das conquistas no campo de acessibilidade. “Nestes últimos anos, o transporte público contabilizou várias vitórias.Umas das mais importantes foi a implantação da Plataforma Elevatória Veicular (PEV),que hoje já existe em 84% da frota de 3 mil ônibus do Sistema de Transporte Publicas da Região Metropolitana”, informou.A acessibilidade nosveículos do STPP é garantida desde 2008, conforme previsto naLei Federal nº 10.098/00.

Ao final da reunião foram apresentadas 10 propostas que serão votadas em plenária e expostas pelo delegado eleito, Mauro Sérgio,são elas: Conscientizar os usuários quanto a prioridade dos cadeirantes no momento do embarque e desembarque; fortalecer a fiscalização das Plataformas Elevatórias Veicular (PEV) nas garagens das operadoras; promover a sinalização em braile em todo o sistema; Intensificar a capacitação dos operadores do sistema; implantação de oficinas sobre transportes nos programas: Escola Aberta e Mais Educação;implantar programa de humanização  no STPP com as empresas operadoras e otimizar o retorno das denuncias feitas á ouvidoria; propor a gratuidade a partir dos 60 anos; Criar uma comissão composta por pessoas deficientes e usuários comuns e gestor para fazer adequações nas paradas do BRT; definir o embarque pela porta dianteira exclusivamente para idosos e deficientes nos Terminais Integrados; implantar no sistema a presença do Grande Recife para minimizar os conflitos entre os usuários de todas as categorias.