Grande Recife divulga dados da Pesquisa de Opinião

O Grande Recife Consórcio de Transporte divulga os resultados da primeira Pesquisa de Opinião e Atitude do Usuário do Sistema de Transporte Público de Passageiros da Região Metropolitana do Recife STPP/RMR. Os resultados demonstraram a opinião e o nível de satisfação, bem como o perfil dos usuários que utilizam o Sistema de Transporte Público de Passageiros da RMR, visando identificar possíveis oportunidades de melhorias no sistema.

A pesquisa, realizada em outubro de 2009 com mais de cinco mil entrevistados, distribuídos nos 14 municípios da RMR, mostrou que 53,93% dos entrevistados avaliam o STPP como ótimo, bom ou regular, enquanto que 46,07% apontam o serviço como ruim, péssimo – ou não respondeu.

O levantamento foi realizado por uma equipe composta por 40 pesquisadores da empresa Prime Brasil, vencedora da licitação realizada para este fim. O objetivo principal foi conhecer a avaliação, incluindo críticas e sugestões, dos usuários em relação ao STPP/RMR, às empresas que operam o sistema e ao órgão gestor.

A expectativa dos usuários diante da melhoria do sistema de transporte público de passageiros, em um futuro próximo é grande: 56,55% acreditam em melhorias reais diante dos vários projetos quem vem sendo desenvolvidos para ampliar e modernizar o STPP. Outros 28,98% apostam na continuidade da atual situação, enquanto 13,75% apostam em uma piora do sistema.

Sobre o Sistema Estrutural Integrado (SEI), os dados apontaram que 61,67% dos entrevistados utilizam o serviço. Outros 39,26% dos usuários que utilizam o STPP viajam nas linhas complementar (linhas diretas, mas que não fazem parte do SEI). Questionados sobre a possibilidade de optar pela troca de uma linha direta por uma linha integrada, 55,38% afirmaram preferir a manutenção de uma linha direta, enquanto 42,67% optaram pela manutenção da linha integrada ao SEI, com várias opções de percurso ao invés de um deslocamento direto para o centro do Recife.

Quando questionados “se desejariam pagar uma passagem mais barata, mesmo que a qualidade do serviço caísse”, 81,53% dos entrevistados disseram que não, contra 18,07%. Do total de entrevistados, 44,30% afirmaram preferir pagar mais caro para ter um serviço de transporte melhor, enquanto 55,15% não concordam com esta opção.

Entre os que concordam, 46,12% exigem o aumento da frota em circulação, 47,01% a maior renovação na frota, 49,61% veículos mais confortáveis, 46,11% maior regularidade nos quadros de horário, 45,84% menor tempo de espera nos terminais e paradas, 40,84% disponibilização de mais informações operacionais nos veículos e 42,50% ampliação do treinamento do pessoal de operação (motoristas e cobradores). Ainda com relação à tarifa, 40,34% apontam a tarifa praticada (média) como muito cara, 37,30% como cara, 20,17% como razoável, 0,90% como barata e 0,67% muito barata.

Em relação aos serviços de informação oferecidos aos usuários (site do consórcio, central de atendimento, comunicação nos ônibus, localização dos cartazes, itinerário nas paradas e visibilidade/identificação nos ônibus) 56,3% dos entrevistados avaliam o serviço como ótimo, bom ou regular, contra 47,30 que apontaram as opções ruim, péssimo ou não respondeu.

Na análise dos resultados a faixa etária predominante entre os entrevistados foi de 16 até 39 anos, representando 61,31%. Aproximadamente 91% dos entrevistados utilizam até dois ônibus na ida e volta para casa nos seus deslocamentos. Os níveis de escolaridade predominantes foram o fundamental e médio, com 64,40%, contra apenas 3,85% enquadrados no nível superior completo. No que se refere à renda familiar a grande maioria, que representa 60,36% tem renda de até três salários mínimos.

Com relação aos motivos para utilização do STPP, os usuários apontaram como principais motivos os deslocamentos exigidos por trabalho (30,38%), atendimento à saúde (14,98%), compras (12,17%), lazer (10,15%), escola (6,02%) e esportes (0,15%). Outros 23,26% responderam utilizar o STPP por múltiplos motivos. Entre os entrevistados, 87,92% informaram utilizar apenas ônibus como meio de transporte. Outros 10,78% apontaram o uso integrado do Metrô e ônibus, enquanto 0,65 utilizam apenas no Metrô.

64,84% dos entrevistados exercem atividades econômicas (nos setores público, privado ou como autônomos), 11,35 declaram-se apenas estudantes. Outros 10% estão desempregados e 10,58 são aposentados (utilizam a gratuidade).

Diante do surgimento de problemas no STPP, 53,59% dos entrevistados afirmou acreditar que vale a pena reclamar para o órgão gestor, enquanto 44,98% não acreditam no efeito positivo das reclamações.

Questionados sobre a identificação das linhas do STPP, 79,01% dos usuários afirmou reconhecer sua linha pelo nome. Outros 10,30 usam como referência a cor do ônibus, 7,07% a marca da empresa operadora e 2,26% o número da linha.

Quanto ao tempo de espera dos ônibus pelos usuários entrevistados, 36,53% afirmaram ter um tempo de espera de até 10 minutos; 7,71% entre 10 e 15 minutos; 4,59% entre 20 e 30 minutos e 1,13% acima de 30 minutos.

Na visão dos usuários, entre as melhorias apontadas como “urgentes” estão: aumento da frota (47,29%), segurança (13,42%), redução de tarifa (11,96%), conforto (8,94%), redução dos intervalos (5,75%), criação de mais linhas (4,67%), ampliação da fiscalização (2,04%), etc.

De acordo com secretário das Cidades e presidente do Grande Recife Consórcio de Transportes, Dilson Peixoto, a avaliação final da pesquisa servirá como base para implantar procedimentos que busquem operacionalizar o sistema com mais eficácia. “A pesquisa nos trouxe informações essenciais que servirão para subsidiar e orientar os projetos que estão sendo desenvolvidos pelo consórcio. Nosso intuito é adotar estratégias para melhorar cada vez mais o serviço prestado à população, contribuindo assim para a melhoria da qualidade de vida dos usuários do sistema”, afirmou.

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