A Região Metropolitana do Recife conta com um sistema eletrônico para controlar a circulação de passageiros nos ônibus, monitorar e planejar a operação do Sistema de Transporte Público de Passageiros. O acesso ao veículo é liberado após a passagem do cartão VEM (Vale Eletrônico Metropolitano) pelo validador, que fica localizado na catraca do ônibus, utilizando a tecnologia contact less. O validador lê e transmite os dados a um computador central através de tecnologia wireless.

Entre as vantagens de ter um sistema de bilhetagem eletrônico estão: a agilidade, já que não é preciso aguardar pelo troco; o ajuste das linhas aos horários de maior e menor movimento; e a menor circulação de numerário nos veículos. O cartão VEM é durável e de leitura rápida, de propriedade do usuário, podendo ser recarregado nos pontos físicos ou pela internet.

Implantado em março de 2009, o sistema tem atualmente aproximadamente 800 mil cartões eletrônicos em circulação, entre Vem Comum, Vem Estudante, Vem Livre Acesso, Vem Passe Livre e Vem Trabalhador. Desse total, mais de 420 mil são utilizados pelos trabalhadores (VEM Trabalhador) e 259 mil são de estudantes (VEM Estudante e Passe Livre). Se antes, só estudantes e rodoviários tinham acesso a essa tecnologia, com o VEM, o acesso foi ampliado e os cartões também são usados por pessoas com deficiência, crianças menores de 6 anos e os próprios trabalhadores, que utilizavam o vale de papel.

O cartão Vem Comum dá direito a qualquer pessoa no Recife e Região Metropolitana para utilizar o transporte público. O cartão custa R$ 4,00 e pode ser adquirido no posto de atendimento da Urbana-PE, localizado na Rua da Soledade, ou nas estações de BRT.  É importante lembrar aos usuários que os créditos do cartão Vem Comum possuem a validade de 180 dias corridos, a contar da data da recarga efetuada.

Saiba mais:

A bilhetagem eletrônica teve início na Região Metropolitana do Recife em março de 1999, com o Sistema Automático de Bilhetagem Eletrônica, o SABE, sendo utilizada por 17 mil rodoviários – motoristas, cobradores fiscais e despachantes. Ainda em dezembro daquele ano e maio de 2000, os estudantes foram incorporados, com a implantação do Passe Fácil.

Mas, foi em 26 de março de 2002, que o SABE foi instituído por meio da Resolução nº 002/98 do Conselho Metropolitano de Transportes Urbanos e teve seu regulamento aprovado através da Portaria 247. Sendo reeditada em 26 de março de 2003. O objetivo principal era melhorar o controle operacional do serviço de transporte, possibilitando a obtenção mais rápida e segura das informações do sistema, tais como o número de viagens realizadas e o de passageiros transportados.

No final de 2008, o Grande Recife Consórcio de Transporte deu início a uma nova fase na questão da bilhetagem eletrônica. É que, naquele ano, foi feito uma licitação, para a implantação de uma nova tecnologia. Tudo isso ficou a cargo da empresa Montreal, vencedora do processo licitatório. Para essa mudança do sistema, foi necessária a aquisição, pelas empresas operadoras, do novo equipamento usado nos coletivos (validadores), que obrigatoriamente possuem o aparelho de GPS. Atualmente, 100% da frota já circula com o novo equipamento na RMR.

A nova tecnologia deu início a mudanças em todos os equipamentos instalados nos 2.700 mil ônibus operando no sistema, assim como a reestruturação das empresas operadoras, que tiveram que capacitar seu corpo técnico para a nova fase começava. O primeiro passo para o novo modelo de bilhetagem funcionar foi o recadastramento de todos os usuários de cartões eletrônicos (Passe Fácil e Vale-transporte), utilizados no STPP/RMR. Com um novo banco de dados, o Grande Recife deu início a entrega do Vale Eletrônico Metropolitano (VEM) gratuitamente (1ª via) à população, graças à redução considerável no custo do material.